quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Está lançado o novo desafio do Público na Escola. Vamos agarrá-lo e precisamos de ajuda: "Que fazer com as novas tecnologias?"Como usá-las na escola? Como prevenir os efeitos perversos que elas podem ter? Como transformá-las num eficaz instrumento de trabalho, desenvolvimento e construção?
terça-feira, 30 de outubro de 2007
Escola Secundária Abade de Baçal considerada a melhor escola pública nas notas do exame de Português
Escrito por Brigantia
Quarta, 24 Outubro 2007
"A escola Secundária Abade de Baçal, em Bragança, foi a melhor escola pública do país nas notas do exame de Português. A classificação é revelada pelo ranking das escolas no ano de 2007, elaborado pelo Ministério da Educação e publicado na edição de hoje do Diário de Notícias.
A escola Abade de Baçal aparece em oitavo lugar no ranking das melhores escolas do país no exame de português, com média de 13,8 valores, atrás de sete escolas privadas. Para além do acompanhamento dos alunos durante o seis anos de escolaridade e de um apoio mais intensivo na época de exames, Luísa Lopes docente de português, naquela escola afirma que “o departamento de português trabalha muito em conjunto com a biblioteca e desenvolvemos ao longo do ano diversas actividades que estão relacionadas quer com a língua portuguesa quer com a literatura, como por exemplo concursos literários, fóruns de leitura, oficinas de escrita”. A docente de português acrescenta ainda que “ao longo de todo o ano preocupamo-nos em desenvolver as competências de leitura e de escrita dos alunos, e desenvolvemos muitas actividades para lá da aula, o jornal escolar, por exemplo, que tem tido continuidade ao longo destes anos e que de certa forma ajuda a preparar os alunos para a leitura e escrita”.
Na conjugação de todos os exames, a mesma escola é a melhor do distrito de Bragança e aparece na posição 143, em termos nacionais, com média de 10,7. A presidente do conselho executivo da escola, Teresa Sá Pires, mostra-se satisfeita com a pontuação. “A notícia deixa-nos muito contentes, deixa a escola no seu todo muito satisfeita pelo resultado dos nossos alunos e pelo trabalho desenvolvido pelos nossos professores, esclarece a presidente do conselho executivo da escola.
No que diz respeito ao trabalho dos alunos, Teresa Sá Pires considera que existe um acompanhamento muito directo dos professores: "nós temos salas de estudo e os professores estão sempre disponíveis dentro da sala e fora da sala para trabalhar com os alunos e acho que isso é o factor mais importante”. A presidente do conselho executivo da escola acrescenta que “ toda a aposta que a escola também tem feito a nível das novas tecnologias também veio facilitar muito o trabalho tanto de professores como de alunos”.
No extremo oposto da lista está a Secundária de Mogadouro, como a pior do distrito de Bragança."
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Primeiro vieram as aulas de 90 minutos e muita tinta correu relativamente ao carácter pedagógico desta medida, aos duvidosos benefícios que dela resultavam, à generalização da medida a todas as disciplinas independentemente do seu carácter mais ou menos´prático...
Agora chegam as de 135, sim uma aula de 135 minutos... que resultam de um acréscimo de 45 minutos a um bloco de 90, com vista a viabilizar a componente prática/ou experimental de algumas disciplinas, como a Biologia. Química, Física, Geologia, Desenho A, Línguas Estrangeiras...
Será que este acréscimo corresponde efectivamente a uma melhoria na qualidade de aprendizagem? Será que esta foi a medida mais adequada na perseguição do sucesso? Que benefícios traz? Quais são os contras desta mudança?
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
O KIOSK revolucionou a Escola. As moedas deram lugar ao cartão e as senhas em papel acabaram. Será que esta mudança traduz uma verdadeira evolução? Facilitou ou complicou a vida aos membros desta comunidade? Deixe aqui a sua opinião.
domingo, 30 de setembro de 2007
terça-feira, 10 de julho de 2007
Época de ansiedade, angústia, alívio, controvérsia, rectificações... deixa aqui o teu testemunho, a tua experiência e partilha-a com os leitores do Outra Presença e deste blog.
quarta-feira, 27 de junho de 2007

O cinema pode ser uma ajuda preciosa na reflexão sobre o mundo em que vivemos. Aqui fica a sugestão de dois filmes a (re)ver pela força das imagens e da mensagem que veiculam:Trainspotting (1996), de Danny Boyle, uma adaptação do livro de Irvine Welsh, que conta com Ewan McGregor como protagonista e que focaliza a sua acção no consumo de droga e suas consequências directas e indirectas; Traffic (2000, realizado por Steven Soderbergh,com um elenco de luxo - Michael Douglas, Benicio Del Toro, Catherine Zeta-Jones, Don Cheadle, Luis Guzman, Dennis Quaid - que se centra no imensa teia que o tráfico de estupefacientes constrói.
Este não é com certeza um tema gasto, embora já se tenha dito e escrito muito sobre ele. Parece que se tem falado mais do que escrito e incomoda ver que o comentário é feito em surdina. Por isso não se pode deixar de admirar quem ergue a voz e aponta o dedo ao que considera errado ou quem numa atitude coerente se recusa a pactuar com a injustiça e a incoerência, como fez Teresa Martinho Marques na sua Crónica "Despedidas" publicada no nº 303 do Correio da Educação, da qual tomo a liberdade de citar o início e convidar os interessados a ler o restante, porque ela merece.
"Não gosto de dizer adeus. De fechar portas. De virar costas.
Nunca gostei.
A vida acaba por ser um fio contínuo e infinito com chegadas e partidas pelo meio, mas sem despedida(s) em ponto algum do caminho.
No amor, na profissão, na morte... partir e chegar são as palavras que se inscrevem alternadamente na estrada, ficando marcadas nela todas as pegadas, todos os rastos.
Partiu, por exemplo, para já, a hipótese de poder vir a desempenhar certos cargos. Dirão vocês: tu assim quiseste. Quem te mandou dizer não?
Sim, efectivamente. Mas eu não desejava ter de escolher, não com as condições e os critérios impostos, não com esta ideia de duas linhas de água paralelas: uma, rio; outra, apenas riacho. Preferia o bom senso, a competência provada em vida inteira e não em parco pedaço, o mesmo valor para cada escolha. O respeito pelos que mais viajaram.
Partida sim. Foi-se a possibilidade. Mas despedida não, porque confio, apesar de tudo, numa inteligência qualquer que um dia corrija os erros graves que estão a ser cometidos(...)."
domingo, 24 de junho de 2007

Eugénio de Andrade morreu no dia 12 de Junho, há dois anos. Poeta da palavra, do amor, da mãe, do Porto, cidade que escolheu para viver e acabar os seus dias. Poeta de sempre, é sempre que tem de ser lembrado. Aqui ficam dois pequenos poemas e uma foto. Para ajudar a recordar...
"Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos."
"Sê paciente; espera
que a palavra amadureça
e se desprenda como um fruto
ao passar o vento que a mereça."
"Adeus
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus."
quarta-feira, 13 de junho de 2007
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